quinta-feira, maio 18, 2006

CULP reúne com a DECO


Na passada segunda-feira, 15 de Maio, a pedido da CULP, efectuou-se uma reunião com a delegação do Norte da DECO a fim de trocar pontos de vista acerca dos transportes, designadamente na linha da Póvoa, mas também no interior da cidade do Porto.

O nosso objectivo foi o de levar à DECO, as questões que os utentes enquanto consumidores, consideram gravosos e desrespeitadores de leis e/ou de boas práticas, a fim de que aquela associação de consumidores, pela sua independência e rigor com que tem pautado a sua já longa existência, possa avaliar e tomar posição pública ou até, usando da sua influência, possa junto das entidades visadas, inverter e corrigir os problemas que identificamos.

Os temas apresentados pela CULP foram objecto de envio de um memorando escrito que abaixo se reproduz.

Por sua vez a DECO também nos entregou três comunicados de imprensa que visam reclamações apresentadas por utentes dos transportes, que igualmente colocamos mais abaixo.

Consideramos a reunião muito interessante e produtiva, e ambas as partes ficaram abertas a outras sempre que as partes achem necessaário.

Seguem o memorando dos assuntos tartados pela CULP e DECO:

PONTOS DE VISTA da


Tarifário e intermodalidade

  1. A CP tem uma intermodalidade mais ampla e económica que a rede do metro. Com efeito a CP tem com a STCP e a Resende um acordo em que os utentes portadores de passe mensal da CP pagam cerca de 2/3 do custo do passe da STCP.

O custo do passe de cidade da STCP tem actualmente um custo de 21,25€. Os portadores de passe da CP pagam por ele apenas 13,35€.

Resulta que para um utente da linha do Minho da CP, paga pelo seu passe mensal de Lousado para o Porto (3 zonas) 32,95€, mais 13,35€ pelo passe de cidade da STCP. Ou seja, por 46,3€ pode circular de Lousado ao Porto e em toda a cidade do Porto. Seria o valor que pagariam os utentes da extinta linha da Póvoa, pois que pertencia à Unidade de suburbanos da CP do grande Porto e toda a linha correspondia a 3 zonas.

Integrada na rede do Metro que prometia melhor mobilidade, para se movimentar no mesmo espaço geográfico, os utentes têm agora de pagar um bilhete Z7 com o valor de 55,05€, um acréscimo de 19%.

Entretanto a STCP, por via da introdução do Metro, reduziu o número de linhas da sua rede, acresce que apenas parte da sua rede está integrada na rede do ‘andante’, no que resulta uma diminuição efectiva de oferta de transporte e por consequência de mobilidade, apesar do aumento do custo já referido.

consultar preçarios da CP


  1. A Empresa do Metro argumenta que o custo mais elevado tem como contrapartida a intermodalidade. Ora acontece que muitos dos utentes do Metro não têm ou não desejam a intermodalidade.

Não têm em muitos percursos onde não há operadores alternativos aderentes do sistema ‘andante’, como acontece, por exemplo, nos concelhos de Vila do Conde e Póvoa de Varzim. Assim todos os utentes que se deslocam de Metro dentro destes concelhos pagam a intermodalidade que não usufruem.

Mas também pagam a intermodalidade todos aqueles utentes que se deslocam apenas de Metro e não desejam/necessitam da intermodadidade, como são, por exemplo, todos os que se deslocam sempre e só, entre duas paragens do Metro.

Cremos que ninguém pode ser obrigado a pagar um serviço que não solicitou, não tem e/ou não deseja.


Zonamento

Os passes sociais e títulos ‘andante’ estão afectos a zonas previamente determinadas e assim a fronteiras à mobilidade. Uma coisa é o sistema de bilhética registar o percurso de um utente e operadores utilizados, para posterior contabilidade entre operadores e recolha de informação estatística, outra é restringir à partida as zonas por onde pode movimentar-se. O ‘andante’ torna-se pouco flexível, comprar um título para um dia, para 10 viagens ou para um mês afecto a zonas pré-determinadas e não reconfiguráveis, é um risco elevado, podendo tornar-se anti-económico, logo desincentivador do uso do mesmo.

A cidade do Porto no sistema ‘andante’ foi dividida em três zonas (C1,C2e C6) ao contrário do zonamento da STCP que tem apenas uma. O resultado é que todos os utentes que se deslocam de norte para o Porto vêm agravados os custos das suas viagens em uma ou duas zonas, pois existem duas zonas entre a circunvalação e a VCI (C2 e C6) as quais encarecem as entradas no centro do Porto em uma zona adicional, ao contrário de quem se dirige igualmente para o centro (zona C1) pelo sul. Acresce que, para se deslocar para a zona leste da cidade quem entra de norte pela zona C2 ou para oeste pela zona C6, tem obrigatoriamente de se dirigir ao centro para regressar à periferia, pagando duas zonas adicionais. É o que acontece, por exemplo, aos utentes da linha da Póvoa e de Matosinhos que estudam ou trabalham no pólo universitário da Asprela.


OPACIDADE do sistema de ‘bilhética’

O sistema que funciona bem do ponto de vista do gestor da rede de transportes, porque tem informação detalhada e em tempo real quer da demanda, quer dos percursos, permitindo em simultâneo a repartição exacta pelos operadores dos proveitos da exploração.

Para os utentes é um sistema opaco pois não disponibiliza informação acerca dos títulos existentes em cada cartão. Não permitindo este, carregar mais de um título de cada vez, e não informando qual dos títulos estão carregados e ainda estando as zonas pré-determinadas, não resta ao utente outra alternativa senão possuir vários cartões suporte de títulos, um para cada título (nº de zonas ou o mesmo número de zonas mas para zonas diferentes).


Retirada indevida de títulos

Quando o cartão ‘GOLD’ tem títulos individuais válidos para uma determinada zona, e simultaneamente um passe válido para a mesma zona, o sistema de ‘bilhética’ cobra-se prioritariamente da viagem do título individual em detrimento da viagem válida do passe. Como resultado, o utente paga essa viagem duas vezes; a viagem está paga através do passe, e volta a pagá-la ao lhe ser retirada a viagem individual no(s) primeiro(s) dia(s) que usa o passe até retirar todas as viagens individuais. O utente só dá pela falta das viagens individuais que tinha anteriormente a ter tirado o passe, ao fim de um mês, ou muitos meses depois, quando interromper a compra do passe e for usar as viagens individuais.

Propomos que neste caso, quando um utente comprar um passe mensal, lhe sejam retiradas e descontadas, todas as viagens individuais, para evitar a sua subtracção indevida. Outra solução é a validação ser feita sempre prioritariamente retirando a viagem ao passe, e não à viagem individual.


Penalização por falta de bilhete

CP 50€,

Metro 70€

40% mais elevado

nota:- no Alfa pendular é de 65€. Fonte: Informação prática da CP em www.cp.pt


PENALIZAÇÃO POR FALTA DE ASSINATURA VÁLIDA


CP urbanos de Lisboa 3€,

CP urbanos do Porto 5€,

Metro 70€

1.400% mais elevado

nota:- no Alfa pendular e Intercidades é de 4€.


Forças de Segurança

Na CP pagam ¼ de bilhete em toda a rede nacional.

No Metro têm passe de ida e volta ao local de trabalho. Fora dessas zonas pagam por inteiro.


Alimentação nos transportes

Proibido no Metro, segundo a alínea e) do art.º 4º de Condições Gerais de Transporte

não vemos justificação para esta restrição, tanto mais que só existe no Metro do Porto, e em nenhum outro meio de transporte.

No caso dos utentes da linha da Póvoa que se desloquem, por exemplo, para o estádio do dragão e futuramente para Gondomar, permanecerão em viagem por tempo muito superior a uma hora, não sendo razoável impedir a alimentação. Também utentes com baixa tensão e diabéticos não podem ser submetidos a essa cláusula que em nosso entender é abusiva.


Casas de banho no transporte

As viaturas do metro, ao contrário dos comboios da CP, não têm casa der banho. As viagens podem ser longas como já foi referido e ninguém está livre de necessitar subitamente de uma ida à casa de banho. As crianças, idosos e doentes têm dificuldades acrescidas com a ausência de casas de banho.

Também nas paragens e estações de metro, não existem casas de banho, e onde existem, estas estão fechadas e sem identificação, servindo apenas para os funcionários. Consta que na Trindade e na casa da Música já estiveram abertas ao público, mas que foram fechadas após acções de vandalismo. Não nos parece medida ajustada o fecho das casas de banho por este motivo. Estas devem ser construídas com materiais resistentes ao vandalismo, e devem ser vigiadas electronicamente e por fiscais a fim de que estejam utilizáveis, bem como todos os equipamentos necessários ao bom funcionamento do transporte. A comparação com a CP também aqui deixa o metro muitos furos atrás.


Cláusulas abusivas

  • Proibido fazer recolha de assinaturas no interior do Metro sem prévia autorização (alínea l) do artigo 4º). Qual é a motivação para impedir a recolha de assinaturas? Em que é que a recolha de assinaturas interfere com a actividade do fornecimento do transporte nas condições desejáveis? Não há aqui uma intromissão na esfera de liberdade individual?

  • Proibido distribuir panfletos no interior do Metro sem autorização (alínea l) do artigo 4º).

Sendo local público, um serviço público, prestado por entidade pública, sendo estas ‘actividades’ decorrentes da liberdade de expressão e sem qualquer interactividade com o normal funcionamento do serviço, como pode a empresa pública1 interferir e mesmo proibir? Não são normais comportamentos de cidadãos em espaço público? Que outro serviço público proíbe estas actividades?


Último Transporte

O último transporte era no tempo do comboio, às 00:30h. Agora com o Metro, o último transporte que sai da Póvoa é As 00:15h. Esta situação é muito penalizadora para um grupo específico de trabalhadores, aqueles que trabalham por turnos, pois não têm tempo de largar o trabalho às 00:00h e chegar ao Metro que se situa no extremo sul da cidade da Póvoa de Varzim.


COMISSÕES DE UTENTES

Falta a regulamentação das Comissões de Utentes em cumprimento do art.º 22 do Decreto-Lei n.º 558/99 de 17 de Dezembro de 1999 que

Estabelece o regime jurídico do sector empresarial do Estado e das empresas públicas

que pode ser consultado aqui

«

Artigo 22.º
Participação dos utentes
1 - O Estado promoverá o desenvolvimento de formas de concertação com os utentes ou organizações representativas destes, bem como da sua participação na definição dos objectivos das empresas públicas encarregadas da gestão de serviços de interesse económico geral.
2 - O direito de participação dos utentes na definição dos objectivos das empresas públicas encarregadas da gestão de serviços de interesse económico geral será regulado por decreto-lei.»


Via Verde’ para a mobilidade

Documento/proposta da CULP feito em sede de discussão pública no Fórum do Ambiente do Grande Porto, realizado no âmbito do Plano Estratégico do Grande Porto. O artigo foi convidado para fazer uma apresentação no painel da mobilidade. Podem ser obtidos em:

'Via Verde para a mobilidade' - artigo

'Via Verde para a mobilidade' - apresentação (pdf)


Abrigos Úteis

Documento/proposta da CULP feito em sede de discussão pública no Fórum do Ambiente do Grande Porto, realizado no âmbito do Plano Estratégico do Grande Porto. Refere-se ao facto dos abrigos de superfície do Metro serem minimalistas e não oferecerem abrigo e conforto aos utentes, designadamente no Inverno.

'Abrigos Úteis' - artigo


OUTROS DOCUMENTOS

Posição e propostas da CULP em sede de discussão do Estudo de Impacto Ambiental por ocasião da duplicação da linha da Póvoa.

Enviamos em anexo.


1 Dec.-Lei n.º 394/98 de 15 de Dezembro “Atribui à sociedade Metro do Porto, S.A., o serviço público do sistema de metro ligeiro na área metropolitana do Porto...”.

--------------

PONTOS DE VISTA da

'clicar' na imagem para aumentar


'clicar' na imagem para aumentar


'clicar' na imagem para aumentar


sítio da deco: www.deco.pt

terça-feira, abril 11, 2006

Abaixo-assinado sobre o último transporte para o Porto.

Um grupo de utentes que usualmente toma o último transporte da Póvoa para o Porto, fez-nos chegar a sua pretenção para que seja alterado o horário do mesmo.

Com efeito, o último parte da Póvoa de Varzim às 00:15h o que dificulta a vida a todos e todas que trabalhando por turnos, que saem à meia noite dos seus trabalhos.

Como a paragem da Póvoa fica a sul do concelho, é impossível para muitos (as) chegarem a tempo de apanharem este transporte, aliás o único a estas horas.

Como o Metro é um serviço público, e recebe comparticipação do Estado, tem obrigação de fazer um serviço social e assim o de suprir as necessidades destes cidadãos-utentes.

A pretenção destes utentes que fizeram um abaixo-assinado que já entregaram na empresa do metro, é de que o último transporte parta às 00:45h permitindo que aqueles possam após o seu trabalho, tomar banho, acabar algum serviço que tenham em mãos e deslocar-se das zonas mais afastadas, por exemplo da marginal, para a paragem.

Esta pretenção justifica-se plenamente em nosso entender, até porque a falta de um transporte para além das 00:30h é limitativo quer da diversão e lazer nocturno, de que a Póvoa muito vive em especial no Verão, quer no recrutamento de mão de obra para, entre outras actividades, a indústria hoteleira.

O Metro bem poderia ser uma alternativa de transporte para todos e todas aqueles que tendo bebido uns copos a mais, pretendem regressar as suas casas tranquilos e sem porem a sua vida e a dos outros em risco. As vantagens para a EMP poderão ser limtadas, mas para o país podem ser consideráveis.

A CULP associou-se já a esta pretenção junto da EMP, tendo nos sido comunicado que o assunto foi reencaminhado para os serviços respectivos para análise.

Esperamos que a EMP considere a rectificação do horário


segunda-feira, abril 03, 2006

Utentes aplaudem rectificação dos ABRIGOS

Um estudo encomendado pela Transdev, a empresa que explora comercialmente a rede de Metro, revelou que os utentes apontaram como principal 'defeito' do Metro, a reduzida protecção dos abrigos de superfície (16% de opiniões desfavoráveis).

Maio 2005: utentes em Crestins defendem-se do sol matinal (10h) atrás do abrigo numa espera de 18 minutos.

Nada que surpreenda quem utiliza o Metro e só confirma as nossas preocupações e alertas feitas no passado. Em Outubro de 2002 na discussão pública do EIA-Estudo do Impacte Ambiental da duplicação da linha, mas também no Fórum da Sustentabilidade realizado em Junho do ano passado na Maia, num documento a que demos o título "ABRIGOS ÚTEIS" e que pode ser baixado do sítio do FUTURO SUSTENTÁVEL


Cobertura curvilínea sobre a catenária rebaixada

No documento propusemos como 'remendo' para estes abrigos minimalistas, a colocação de uma cobertura quase transparente, na verdade com alguma reflexão dos raios solares (50%) a qual pode ser até suspensa por cabos dos 4 postes mais próximos que suportam a catenária, ou por suportes autónomos. Seria uma solução elegante e que em nossa opinião não feria nem interferia demasiado com a 'simplicidade' do traço do arquitecto Souto Moura.

A paragem das '7 bicas' porque já tem a catenária rebaixada, podia ser escolhida para experiência piloto.

estação de serviço da GALP no IC1/A28 em Mindelo

Um exemplo 'próximo' da solução que defendemos está representada na figura precedente. O vão é muito maior e a estrutura por isso mais pesada, mas igualmente 'elegante'.

Contactados pela comunicação social acerca dos abrigos, referimos igualmente a inadequação dos bancos (chamar àquilo bancos só com muita boa vontade) por falta de encosto e por serem demasiado duros e frios no inverno e para o facto dos vidros laterais dos abrigos não protegeren até ao chão.

Na Grécia: granito mas com banco de madeira e protecção até ao chão. Por que não copiar?

Ao abandonar a posição de intransigência e ao reconhecer a inadequação dos abrigos, e disponibilizar-se para os rectificar, a EMP dá um importante passo para a reconciliação dos utentes com o importante e estruturante meio de transporte que é o metro.

Os utentes só podem aplaudir esta nova postura da EMP que vai no sentido da melhoria contínua do serviço prestado e na auscultação não só daqueles que estão satisfeitos com o serviço prestado, mas também daqueles que não estão.

É com a opinião dos descontentes que o serviço pode melhorar, alargando o número de satisfeitos e da abrangência do serviço a maiores sectores de cidadãos da AMP.


terça-feira, março 28, 2006

Intermodalidade e tariário do Metro

A Empresa do Metro do Porto (EMP) , perante as críticas e protestos dos utentes acerca do brutal aumento de 62% responde que agora há intermodalidade.

Só o desconhecimento permite tal afirmação. Com efeito, a CP e a STCP têm intermodalidade [*] e os utentes com passe da CP têm uma redução de cerca de 30% no passe da STCP.


Este é um passe combinado de 2002 da CP (Normal de três zonas)
com a STCP (zona A, toda a cidade do Porto) .


O mesmo passe de Abril de 1987, da linha da Trofa,
de Lousado à Trindade (3 zonas) mais a zona A da STCP.


Hoje, um passe mensal normal combinado CP/STCP [**] de 3 zonas da CP com a zona A da STCP, custa 32,95 + 13,35 = 46,3€

'clicar' na imagem para aumentar

Hoje um passe mensal normal 'andante' para a mesma área requer um Z7 (Z4 até à circunvalção + 3 zonas dentro da cidade) que custa 55,05€. [***]

'clicar' na imagem para aumentar


um aumento de 19%
se considerada a intermodalidade,


mas também face a quem se desloque da Trofa ou de Lousado, na linha do Minho, de Cête na linha do Douro e da Trofa na linha de Guimarães para o Porto.

Mas estamos a comparar coisas diferentes. Com efeito, a rede 'A' da STCP oferecia todas as suas linhas, os autocarros inseridos no sistema 'andante' é ínfimo (cerca de 10 linhas) comparada com a totalidade da rede. Acresce que recentemente foram suprimidas linhas de autocarros.


Mas as disparidades não se ficam por aqui. Na ligação a Lisboa para quem vem de Sintra [****], de Alverca na linha de Azambuja, e de Setúbal na linha do Sado, todas viagens de 3 zonas da CP, o passe social --vai-se lá a saber porquê-- não custa 32,95€ mas 32,55€.


Há ainda a situação daqueles(as) utentes que não usam ou não têm oferta de intermodalidade, como sejam os utentes que só se deslocam nos concelhos de Vila do Conde e Póvoa de Varzim.

É o caso de quem sai na Trindade. Pela CP seriam 3 zonas e um custo de pase mensal de 32,95€.

Pelo Metro, um custo de 48,5€.

Porque hão de pagar um serviço que não têm disponível ou não o solicitaram?

- - - - - - -
[*] Passe Combinado STCP/CP
Passe válido na Área da Rede da STCP definida pelo talão de transporte para um número ilimitado de viagens e em percursos ferroviários com um dos términos na região do Porto.
A utilização do passe na STCP é regular quando no cartão coexistirem os talões das duas empresas transportadoras. Este título apenas pode ser adquirido na CP.

[**] Tarifário CP Porto/Braga
[***] Tarifário STCP
[****] Tarifário linha de Sintra



O Metro serve mal a Zona Industrial da Varziela

Na fase de discussão pública do EIA-Estudo de Impacte Ambiental, tentamos influenciar o traçado da linha junto à Zona Industrial da Varziela.

Propusemos três alternativas por forma a que a linha se aproximasse do centro geométrico da ZI (rectângulo a verde).

Este foi o traçado adoptado que segue o traçado da linha férrea da CP

Como se pode ver, a paragem na altura designada Mindelo-norte (agora Espaço-Natureza) está a 1.000m do centro do rectângulo.

O traçado 'A' com a opção a amarelo ou a verde, mantinha o atravessamento da N13 no mesmo local (viaduto inferior), mas aproximava a linha da N13 e permitia a paragem próximo do centro da ZI, parando à frente da Infineon. Na parte final poderia ser mais rectilíneo ou curvilíneo por forma a deixar em aberta a utilização do terreno para a implantação de outras empresas.
Esta opção faria passar exectamente pelo centro da ZI

Esta opção tinha a vantagem de servir bem a freguesia de Fajozes através da passagem agrícola. Embora mais próxina do centro da ZI, tinha também um traçado mais rectilíneo mas mais periférico.

A nossa primeira opção era a 'A', mas todas elas foram rejeitadas.

Tudo isto se passou entre Setembro e Outubro de 2002, e o período de discussão pública é de um mês, pouco tempo para quem analisa estes documentos de forma amadora, isto é, depois do horário de trabalho e retirando tempo à família.

Outra é a posição das Juntas de Freguesia, mormente daquelas cujos Presidentes estão a tempo inteiro. Estes deveriam ter informado e promovido o debate entre as populações. Muitos problemas se evitavam e melhores soluções se encontrariam...

Um exemplo que destacamos na altura, foi a Junta de Freguesia de Moreira da Maia. Na passagem de nível de Pedras Rubras colocou lá um painel a informar que estava em discussão pública o EIA.

Quem quiser conhecer a totalidade do nosso parecer, pode solicitá-lo para:

utentes.metro.povoa@megamail.pt



sexta-feira, março 24, 2006

Reunião com a Comissão Executiva da Empresa do Metro

Quinta-feira, 16 de Março, 18:00h.

A pedido da Empresa do Metro, realizou-se uma reunião com a CULP.

Pela Empresa do Metro do Porto -EMP- estiveram presentes:
  • Oliveira Marques
  • Nuno Ortigão.
Pela CULP:
  • Armando Herculano
  • Eliana Sousa
  • Helena Duarte

A administração do Metro decidiu ouvir a CULP no sentido de saber quais as suas críticas e sugestões. Foi mostrada abertura para discutir todos os asuntos que fossem da competência da EMP.

Foram tratadas as seguintes questões:
  1. Abrigos das Paragens
  2. Composições Expresso
  3. Tram-Train
  4. Zonamento
  5. Tarifário

1. Abrigos das paragens

A CULP afirmou que os abrigos oferecem protecção insuficiente aos utentes que nas paragens esperam o metro. Referimos que a extensão e a profundidade dos abrigos é insuficiente, que não protege da chuva tocada a vento como é costume, nem da insolação. Afirmamos igualmente que as paralelipípedos de granito não são bancos, são gélidos no inverno, e não têm encosto.

Fomos informados que as paragens foram contratadas num concurso de projecto/construção e que também as achavam inadequadas, quer as paragens urbanas quer as ditas rurais, mas que agora a sua melhoria era difícil.

2.Composições Expresso
A CULP sugeriu que fosse aumentada a frequência das composições expresso. Em vez de três viaturas lentas e 1 expresso, sugerimos 2 lentas e 2 expresso, alternadamente.

Sugerimos também que a paragem em Pedras Rubras fosse substituída por paragens em Mindelo e em Vilar do Pinheiro, do seguinte modo:

Uma viatura expresso pararia em Mindelo em substituição de P. Rubras.
A outra pararia em Vilar do Pinheiro, igualmente por substituição da paragem em P. Rubras.

A nossa argumentação é a de que as viaturas expresso são para encurtar a viagem a quem se desloca do início da linha para o fim, e por isso com maior duração de viagem.

O Prof. Oliveira Marques informou-nos que a viatura tinha de parar em P. Rubras por questões técnicas, tal como já nos tinha sido informado pelo Eng.º Mário Almeida. Perguntamos que questões técnicas eram e disseram-nos que era para dar tempo à viatura lenta que seguia à frente chegar à S.ª da Hora. Isto é, tinha como objectivo atrasar o rápido para dar uma distância de segurança.

Ora fizemos ver que também se atrasava a viatura expresso, se esta parasse em Mindelo ou Vilar do Pinheiro.

Então foi-nos dito que assim era, e que se não houvesse oposição da Câmara se estudaria essa solução. A Câmara iria ser consultada para o efeito.


3.Tram-Train
A Comissão executiva informou que o governo estava já a redigir o decreto para a compra e que estaria por dias, por certo na semana que agora finda.

Sabemos agora que o ministro ainda estuda a eventualidade da compra, por declarações do próprio no dia de inauguração (18 de Março).

Uma coisa é certa, não está garantida a sua compra, porque quem estuda é porque não tem certezas, assim temos de continuar vigilantes.

Também abordamos a questão da comodidade dos assentos. Nesta questão foi por nós referido que pretendíamos assentos com apoio lombar.

Foi-nos dito que isso poderia ser introduzido na encomenda dos Tram-Train.


4.Zonamento
A CULP manifestou a esperança de um dia este zonamento e sistema de bilhética ser profundamente alterado por não corresponder às necessidades da mobilidade.

A EMP disse-nos que alteraram o zonamento inicial, com zonas mais amplas, por críticas feitas pelos operadores rodoviários privados, a fim de que o zonamento lhes seja atractivo por forma a implementar uma maior intermodalidade. O estudo foi sempre feito com assessoria da FEUP.

Foi por nós defendíamos a fusão das zonas C1-C2 e C6 (interior da circunvalação) por forma a que toda a cidade do Porto fosse uma só zona. Que isso é fundamental à mobilidade no interior da cidade e que isso corresponde a manter o zonamento da STCP (zona A ou cidade).


Foi por nós referido que todas as deslocações vindas de norte com destino ao Porto centro, têm uma coroa (zonas C2 e C6) em volta da cidade, constituindo uma fronteira que onera com uma taxa a entrada, ao contrário de quem se desloca de sul.

Esta coroa acrescenta uma zona a quem se dirige ao centro e duas a quem se dirige, por exemplo, ao Pólo Universitário II (Asprela), afectando muitos utentes estudantes, mas também utentes dos Hospitais de S. João e suas consultas externas, e utentes do IPO.

Foi ainda referido pela CULP, que é necessário melhorar a interface da linha do Metro no cruzamento com a Estrada Exterior da Circunvalação, e que a paragem de Sete Bicas deveria estar situada por debaixo do viaduto da circunvalação, pois constituiria uma interface natural com os autocarros da STCP.
A melhoria desta interface, o aumento de oferta de autocarros da STCP e a fusão das zonas C2 e C6, permitiria que os utentes que se destinam para a Asprela/Pólo Univ. II usassem esta via, e assim evitavam ter de ir ao centro (Trindade) para voltar para trás, poupando tempo e dinheiro.

A EMP ficou em estudar a melhoria da interface e da oferta de autocarros.


5.
Tarifário
A EMP informou-nos que o tarifário estava aprovado por unanimidade da administração da EMP e publicado em D.R. pelo que a EMP não tinha por si só, competência para alterar tarifários.

Depois de uma detalhada informação dos pontos de vista de ambos os lados, foi-nos proposto que fizessemos um memorando com casos típicos de utentes da linha da Póvoa e respectiva comparação dos tarifários anteriores e posteriores à conclusão da linha à Póvoa, para posterior análise, em nova reunião.


da esquerda para a direita:

Eliana Sousa, Armando Herculano, Helena Duarte, Fernando Saldanha