sexta-feira, março 24, 2006

Mais protestos em Mindelo....


As questões da segurança não podem ser negligenciadas.


As passagens de nível comprometem a segurança de quem atravessa a linha, mas também dos utentes do metro. Uma travagem brusca é sempre uma ameaça à integridade física, mais ainda quando a grande maioria dos utentes são transportados de pé.



Mas parece que nada disso importa para quem planeia o metro.

Fastasmas na NATUREZA.

segunda-feira, março 13, 2006

Os protestos Começaram

Passagem de nível de Mindelo (Vila do Conde)
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O Metro anda em testes e já hoje se verifica a formação de filas até à estrada N13 que fica a 500 m. Mindelo é uma zona balnear, nos fins de semana e principalmente no verão, vai ser o bom e o bonito.


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Se foram avisados para estes problemas com anos de antecedência, porque não foi resolvida no projecto a situação? Boa pergunta a fazer aos autarcas e à Comissão Executiva do Metro.


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A paragem de Mindelo induz muitos utentes na linha uma vez que serve as freguesias mais interiores de Fajozes e Macieira. O mesmo acontece com as paragens de Modivas-Centro, antiga Vila Chã, pois serve as freguesia de Vila Chã, Vilar e de Malta.

O mesmo se pode dizer da freguesia de Modivas-Sul e Vilar do Pinheiro, pois servem Mosteiró e Aveleda.

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O transporte dito rápido não o poderá ser no troço final da S.ª da Hora até à Trindade, pois que a linha dupla com as 13 viaturas em cada sentido, não terá capacidade para possibilitar ultrapassagens.

O pior porém, será se optarem por fazer transbordo na S.ª da Hora.
É previsível que a viatura rápida venha cheia em hora de ponta da Póvoa/Vila do Conde/Pedras Rubras e assim descarregará 400 passageiros na S.ª da Hora, que ficarão a ver passar as viaturas lentas que vêm da Maia, Matosinhos e Póvoa, pois virão igualmente cheias e por isso sem capacidade para receber os utentes da viagem rápida. Esta passará a ser tão ou mais lenta que as lentas.

A acrescer a isso, os abrigos da S.ª da Hora não foram previstos para tão grande afluência. Os utentes não caberão no cais e não terão protecção contra as intempéries, TODOS OS DIAS.

Os utentes da linha da Póvoa verão amputada uma parte importante da linha, a qual deveria ter sido tri ou quadriplicada, para permitir a coexistência das várias linhas (Maia, Matosinhos, Póvoa e aeroporto), e de viaturas com serviço lento e rápido. Quando abrir a linha do aeroporto, a saturação desse troço será agravada.

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Não foi considerado no projecto inicial (já corrigido) o desnivelamento das passagens de nível. Agora está previsto mas não há dinheiro. As populações protestam e com razão pois vêm as suas vidas complicadas por um meio de transporte que se diz... MODERNO.

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Transporte MODERNO que retira as casas de banho das estações da CP, arrasa algumas delas, e retira igualmente os W.C.'s da viatura numa viagem que demora cerca de uma hora. Se isto é MODERNO, nós queremos o antigo.


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É caso para dizer: "Ó TEMPO VOLTA PARA TRÁS".

55 MINUTOS PARA FAZER 30 KM ?

então o objectivo não era construir um transporte que fosse atractivo, rápido e cómodo para aqueles que viajam de automóvel, e com isso retirá-los da estrada, melhorar o ambiente e a qualidade de vida das cidades, designadamente do Porto?

E é isto que nos oferecem após 4 anos de bolandas, por autocarros velhos, por quelhos, esperas e molhas?

Demora mais tempo, tem menos lugares sentados, não tem cortinas nem prateleiras nem W.C., os abrigos não abrigam....

  • quem querem atrair para esta porcaria?
  • e querem mais mais 60% que o preço do comboio?
  • em que gastaram o dinheiro, 50 milhões de contos...?

sexta-feira, março 10, 2006

Um ano depois...

Mas ainda a tempo de arrepiar caminho,

A Dissertação identificada abaixo sobe o título:




vai mais longe e coloca, preto no branco:

"Contudo, pensamos que talvez, a solução mais correcta fosse a melhoria do meio de transporte pesado já existente, com uma estação terminal na área central do Porto, completamentado com um meio de transporte ligeiro. Assim, em vez de se substituir o caminho de ferro, com maior capacidade de transporte (actualmente, quando necessário, as composições são constituídas por três unidades duplas), pelo metro ligeiro (está previsto que a composição seja constituída por um único veículo), permitia-se a coexistência das duas soluções."
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e para finalizar o mais curioso. Sabem de onde retiramos este documento?

precisamento de onde ele seria mais útil, do seguinte endereço:

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.... o sítio da empresa do Metro...

A primeira coisa que a empresa do Metro fez após a primeira reunião em que citamos os seus documentos, deitou o seu sítio abaixo para ocultá-los.

Uma gestão exemplar.

Apoio da Assembleia Municipal de Póvoa de Varzim às reivindicações dos utentes

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Esta Moção foi aprovada ontem, 9 de Março por unanimidade.

Lembramos que também a Assembleia Municipal de Vila do Conde aprovou igualmente por unanimidade, uma Moção cujo texto foi sugerido pela CULP.

As Moções são diferentes. A de Vila do Conde centrada exclusivamente nos aspectos da mobilidade; a da Póvoa referindo também aspectos de requalificação urbana.

Ambas abordam os aspectos mais relevantes por nós reclamados:
  • Tarifário exagerado;
  • Tempo de viagem sem redução de tempo;
  • Comodidade diminuída;
  • Necessidade da compra das viaturas 'TRAM-TRAIN';

quinta-feira, março 09, 2006

Documento histórico

Hoje, passados 5 anos, vale a pena ler este documento que pretendeu ser uma minuta da primeira reunião entre a empresa do Metro e um grupo de utentes preocupado com o projecto da anunciada linha do Metro para substituir a linha suburbana da Póvoa.

Acabou por ser apenas a visão daqueles utentes dessa reunião, por recusa da empresa do Metro em fazer uma acta que servisse para dar conta aos restantes utentes o que lá se passou.

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Não é demais sublinhar o excerto retirado da comunicação do Eng.º Batista da Costa feita na Ordem dos Engenheiros no Porto em Abril de 1996(*):


“O Sistema de Metro Ligeiro na A.M.P. pretende dar resposta principalmente à mobilidade.

Logo aqui se pode constatar a existência de dois tipos de serviço completamente diferente e de difícil compatibilização: por um lado, um serviço urbano nos centros das cidades, em especial do Porto, de Matosinhos e Gaia; e, por outro, um serviço suburbano como consequência da integração das Linhas da Póvoa e da Trofa na rede de Metro Ligeiro.

Aqui surge o primeiro grande desafio aos projectistas; pois um serviço suburbano tem, comparativamente com o serviço urbano, diferentes exigêncioas de espaço, deve atingir maiores velocidades, ter mais lugares sentados e transporta clientes que ocupam o veículo mais tempo por viagem.”


Após todos os avisos feitos quer pelos técnicos do próprio Metro, quer pelos utentes, pese embora a duplicação da linha, e os (dizem-nos) 252 milhões de euros gastos, o serviço de transportes mantém o essencial:

  • viagens sem diminuição de tempo, muito por via do aumento do número de paragens (na altura só mais 10, hoje mais 14) por exigência dos autarcas que fizeram ouvidos moucos daqueles avisos.
  • viagens menos cómodas, com menos lugares sentados, e abrigos minimalistas que não protegem os utentes das intempéries.

Bem 'pregou' o Eng.º Batista da Costa que entretanto abandonou a empresa do Metro por incompatibilidade com o Presidente da Comissão Executiva, Oliveira Marques.

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Há dias o actual Presidente da Administração do Metro, o Major Valentim Loureiro afirmou à agência noticiosa Lusa, de que os utentes tinham razão mas que já vieram tarde.

Compreende-se o desconhecimento do Presidente da Metro, da Liga, da Câmara de Gondomar, dadas as suas múltiplas tarefas e o facto de já entrar tarde no processo após o falecimento do Dr. Vieira de Carvalho
e de outras trapalhadas que tem de esclarecer....

Publicamos este documento amplamente distribuído aos utentes, que duvidamos o Major venha a ler, mas que servirá para aqueles que o ouvem não se deixarem enganar pela sua ignorância que reputamos grave, atendendo ao cargo que ocupa.

(*) documento cujo cabeçalho reproduzimos

quinta-feira, março 02, 2006

FOI UM DESPERDÍCIO, E UM CRIME

O crime foi gastar dinheiro público para entregar o negócio a privados.

Com aumentos de 56% também a CP seria rentável e fazia melhor serviço.

E não foram só os empreiteiros que ganharam, também a Comissão Executiva e os autarcas. Até se deram a si próprios prémios e não foi pouco.

Alguns jornalistas têm sempre que reverenciar alguém, e quando não existe, inventam, neste caso inventaram um presidente para a CULP.

Pode ler entrevista à agência LUSA n 'O Primeiro de Janeiro' (texto abaixo) ou na RTP online

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Comissão de Utentes da Linha da Póvoa criticam Metro Ligação à Póvoa “foi um desperdício”

Um desperdício. É assim que o presidente da Comissão de Utentes da Linha da Póvoa classifica os 252 milhões de euros gastos para levar o metro de superfície até à Póvoa de Varzim. Segundo Armando Herculano, teria sido mais bem empregue na ligação a Gondomar.

O presidente da Comissão de Utentes da Linha da Póvoa (CULP), Armando Herculano, considerou ontem que a substituição do comboio pelo metro na ligação Porto/Póvoa representou um “desperdício” de 252 milhões de euros.


“Tivemos quatro anos de sacrifício, com recurso a transportes rodoviários alternativos enquanto se faziam as obras, e o resultado traduz-se em viagens mais caras e mais demoradas”, disse o dirigente da CULP, que reclama representar três mil utentes diários do transporte público entre Póvoa de Varzim e Porto.

“Foi um desperdício de dinheiro. Se alguém ganhou com isto foram os empreiteiros”, acrescentou.

A empresa Metro do Porto inicia a 18 de Março a exploração de uma linha entre a rede já existente, na Senhora da Hora, e Póvoa de Varzim, com 24 quilómetros e 21 estações, e que custou 252 milhões de euros, incluindo 16 por cento para expropriações e 22 por cento para obras de inserção urbana.

“Nunca pedimos o metro. Bastava-nos que aplicassem um projecto da CP de 1989, que apontava para a duplicação da linha de comboio e que permitia uma efectiva redução do tempo de viagem”, disse Armando Herculano, preconizando que a prioridade devia dirigir-se para a Gondomar, com 40 mil habitantes a deslocarem-se diariamente para o Porto de autocarro.

Um estudo comparativo comboio/metro, elaborado pela própria CULP, indica que os utentes da linha da Póvoa vêem a sua despesa mensal de transportes passar de 29,5 para 46,25 euros (mais 56,8 por cento).

O sistema de bilhetes do metro não contempla passes sociais, pelo que para idosos e estudantes o agravamento dos custos mensais é de 96 por cento (de 14,8 para 46,25 euros). O presidente executivo da Metro do Porto, Oliveira Marques, anunciou entretanto que vai propor um tarifário social que aponta para descontos de 47 por cento para reformados e de 25 por cento para estudantes.

O estudo comparativo da CULP refere também que a viagem Porto/Póvoa pode demorar 71 minutos, mais 18 minutos do que a deslocação em comboio, reduzindo-se assim a velocidade comercial de 37,4 para 28 quilómetros horários.

Na sequência desse estudo, a empresa Metro do Porto decidiu já que a linha Porto/Póvoa terá também composições directas, apenas com paragem em Pedras Rubras e Vila do Conde, reduzindo o tempo de viagem em dez minutos, explicou Armando Herculano. Ainda assim, o metro será mais lento do que o comboio,assinalou.

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Compra

Os Tram-train

Segundo a empresa de Metro, está “em vias de ser adjudicada” a compra de 30 veículos mais rápidos, do tipo “Tram-train”, que atingirão os 100 quilómetros horários, mais 20 quilómetros do que as actuais composições “Eurotram”.

O primeiro concurso para a compra destas 30 carruagens foi anulado pela Metro do Porto, que resolveu lançar novo concurso, ganho pela empresa Bombardier.

O presidente da CULP contrapôs, contudo, que não tem informações sobre a cobertura orçamental para a compra destas carruagens.

Armando Herculano admitiu que estas novas carruagens representariam “alguma melhoria” face às composições “Eurotram”, “ainda assim abaixo do nível de conforto proporcionado pelos comboios”.



O Primeiro de Janeiro 02 de Março de 2006

quarta-feira, março 01, 2006

Qual é a viatura MODERNA ?

Dois galegos felizes



Qual é a viatura que tem apoio de cabeça, apoio de braço, prateleiras para pequenos volumes, cortinas, cabides para o casaco, casas de banho e vagão de gandes encomendas e bicicletas?








Qual a que tem mais lugares sentados?







Qual é a mais cómoda?


Qual a viatura que você escolheria para fazer uma viagem superior a meia hora?


As fotografias do interior da automotora foram retiradas do REPORTERO FERROVIÁRIO o mesmo sítio de onde retiramos o texto "Um Prémio para quem advinhar..."; notem que estão um pouco escuras pois foram tiradas à noite e com flash.

Os utentes do antigo comboio a carvão apelidavam os assentos de 'sumopau', uma referência ao facto de serem de madeira sem estofos.

Os assentos 'modernos' são tão duros quanto aqueles e dada o material usado, assenta-lhes bem a designação, também moderna, de 'sumoplástico'.

O interior de uma viatura suburbana carece de maior comodidade dada a maior permanência dos passageiros no interior da viatura.

Prateleiras, cortinas, luz individual, e cadeiras almofadadas, são características que são disponibilizados por outros meios de transporte, nomeadamente os rodoviários com igual tempo de viagem.