sexta-feira, junho 08, 2007

Linha da Póvoa tem metade dos passageiros previstos

[Jornal de Notícias] - Terça-feira, 8 de Maio de 2007





a opinião dos utentes:

"... a 'culpa' é das muitas paragens - 21 só no troço Fonte do Cuco/Póvoa - que tornam os tempos de percurso pouco atractivos, face ao automóvel e até face ao autocarro, que, por exemplo, no caso do Pólo Universitário da Asprela - para onde se desloca a maioria dos estudantes (uma enorme fatia dos movimentos pendulares Póvoa/Vila do Conde-Porto) - "bate" o metro, a preços mais baixos e sem transbordos."

"...
Nas freguesias são muitas as estações "no meio do nada", com fracas acessibilidades, em locais ermos e escuros."

"...
ainda, os problemas da própria rede: a ligação ao Pólo da Asprela, por exemplo, obriga à ida à Trindade, transbordo e mais de uma hora de caminho. Os veículos expresso - semi-directos - "são poucos" e, dado o troço comum Senhora da Hora-Dragão, param em todas as estações a partir da Senhora da Hora."

"...são os preços elevados que afastam novos clientes."

"...
dizem os passageiros, são muitas as estações "no meio do nada", "a meia dúzia de metros" da estação anterior. "


O que diz o Administrador da Metro, Mário Almeida:

"...
admite que as paragens "talvez sejam muitas", mas para o autarca e membro do Conselho de Administração da MP é, sobretudo, a demora na conclusão dos trabalhos que está a "travar" a maior adesão."


A realidade dos números:

"...
Os dados da Metro confirmam na Azurara (Vila do Conde), por exemplo, a média em dia útil é de 116 passageiros. No total, são cinco as estações que não chegam aos 200 passageiros por dia útil e mais quatro que não passam dos 300. Depois vêm, ainda, os problemas da própria rede: a ligação ao Pólo da Asprela, por exemplo, obriga à ida à Trindade, transbordo e mais de uma hora de caminho. Os veículos expresso - semi-directos - "são poucos" e, dado o troço comum Senhora da Hora-Dragão, param em todas as estações a partir da Senhora da Hora."

O nosso comentário:

"O que nasce torto tarde ou nunca se endireita" diz a sabedoria popular.

Não se podem queixar de que não foram avisados...

Ainda cremos que é possível corrigir(minimizar) o mal feito, com as viaturas mais velozes e cómodas (esperemos que os bancos sejam ergonómicos) que vão entrar ao serviço em 2008, e esperemos com a ligação directa e sem transbordo ao H.S. João/Gaia.

Lutemos todos por esse objectivo.

Também urge corrigir os abrigos das paragens e a abrir as Casas de Banho aos utentes.

Não deixa de ser curioso, esta aparente 'descintonia', os utentes falam em paragens a mais e mal localizadas e sem condições, em tarifários caros, em transbordos, em lentidão.

Outros com responsabilidades, falam em obras de inserção urbana, em avenidas de 3km paralelas ao Metro; talvez seja para promover corridas entre os carros e o Metro, e assim deixar claro por que motivo não usam este.







1 comentário:

paulo matos disse...

sou portugues e estive a trabalhar nos autocarros de substituiçao entre a povoa e porto a quando da constuçao das linhas do metro do porto e estive agora em agosto de ferias em portugal pois estou a residir em frança neste momento e quando me desloquei ao porto para resolver assuntos pessoais utilizei o metro pois diziam que era rapido e pontual ; rapido nao sei quando pois para fazer um trajeto entre o castelo da maia e estadio do dragao demorei 45 minutos e depois com a falta de informaçao nas paragens tudo se torna ainda mais complicado; pontual penso que sim mas como nao ha tabela de horarios afixados nunca poderemos saber se esta a horas ou nao; outra coisa que me intriga é que todas as informaçoes dadas no interior das composiçoes sejam dadas em portugues e ingles so mesmo em portugal pois no resto da europa as informaçoes sao todas no idioma do pais e so; no que respeita a quantidade de paragens acho que é um exagero pois existem algumas aonde nao entra nem sai ninguem.